quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Caro colega, desculpe minha ignorância!

Hoje, em sala de aula, fui questionada da seguinte forma: "Como agem os antidiabéticos orais no tratamento da diabetes?". E eu, confiante que só vendo, arrisquei: "Ah, eles atuam aumentando a sensibilidade dos receptores pela insulina."... e como esperado, quebrei a cara!!

Mas nem tudo está perdido! Pois vim aqui me redimir.

Para poder explicar meu erro, tenho que começar dando uma esclarecida no assunto:

Os antidiabéticos orais são pílulas usadas, como primeira escolha, no tratamento de diabetes mellitus tipo 2 de pacientes que não respondem a cuidados não-farmacológicos isolados e sua ação é a de controlar a glicemia. Assim, são totalmente contra-indicados no tratamento de diabetes mellitus tipo 1 e gestacional (nem se fala da diabetes insipidus, que não tem relação com insulinoterapia, até porque não há problema com hiperglicemia). Eles são de boa aceitação por quem usa e de fácil prescrição pelo médico, além de reduzirem a incidência de complicações oriundas da doença.

Existem vários tipos de antidiabéticos orais, sendo eles pertencentes aos grupos: sulfoniluréias, biguanidas, inibidores da alfa glicosidase, tiazolidinedionas (Glitazonas), meglinitidas. E cada um deles age de maneira distinta no metabolismo.
















Uns atuam estimulando as células beta do pâncreas, produtoras de insulina, a liberá-la no plasma. Outras agem diminuindo a resistência para a ação da insulina nos receptores das células. Enquanto um outro grupo reduz a produção de glicose pelo fígado, sem incentivar a liberação de insulina. E por último tem aqueles que atuam na digestão, diminuindo a velocidade de absorção de glicose proveniente dos alimentos, principalmente oriunda de carboidratos que serão absorvidos no intestino.

Os objetivos de controle com esses comprimidos incluem as glicemias de jejum, pré e pós-prandiais e a glico-hemoglobina. E eles são utilizados, geralmente, com as refeições. Se o controle metabólico adequado não for alcançado, mesmo com a associação de dois ou mais antidiabéticos orais (o que é permitido), o paciente é candidato à terapia insulínica. Contudo, para atingir esse estado, o paciente primeiro é submetido ao tratamento. Se a resposta inicial não for satisfatória (o que, na maioria das vezes, não ocorre), tem-se o quadro de falha primária. E se há o controle da glicemia a princípio, mas depois esse controle é perdido, denomina-se falha secundária.

Tais falhas terapêuticas são comuns no uso da monoterapia, mas isso tem decorrência do mal comportamento do paciente, que não segue a dieta prescrita, não realiza atividades físicas regulares e, ainda por cima, são submetidos a estresses subsequentes. Aí já viu, né?! Insulinoterapia para aquele que não era insulino-dependente, ou seja, aí sim admite-se a insulina no tratamento do diabético tipo 2.

Com tudo isso, o que você tem a dizer da charge ao lado?

E você, querido colega, perdoa minha infâmia?



Referências:
http://www.insulinoterapia.com.br/images/insulina2.jpg
http://tiojuliao.diabetes.org.br/Dias_Betty/dicas/dica23.php
http://sociedades.cardiol.br/sbc-rs/revista/2006/08/o_uso_de_antidiabeticos.pdf
http://2.bp.blogspot.com/_jMJXIxlxh2Q/SWnvURf5RCI/AAAAAAAAABA/Nwvkp82YmW4/s320/blog+2.bmp
http://www.scielo.br/img/revistas/abc/v84s1/a01fig02.gif

4 comentários:

  1. ps: na verdade, gostei do conteudo. Podiam ter cuidado com a formatacao do post.

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  2. Obrigada, professor!

    Ainda estamos editando o formato do blog, até achar um ideal. Mas obrigada por comentar.

    Abraços,

    Manuela.

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  3. Agora eu sei tudo sobre os antidiabéticos.!

    Thanks Manuu

    ;*

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