quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Retinopatia Diabética


Retinopatia Diabética é um termo geral para todos os distúrbios da retina causados por uma complicação da Diabetes, podendo levar á cegueira.

É dividida em dois tipos principais: a não-proliferativa e a proliferativa.Ocorre quando há uma lesão microvascular (microangiopatia) na retina, sendo os níveis elevados de glicose uma das principais causas.

Na fase não-proliferativa , alguns vasos que nutrem a retina são bloqueados e algumas áreas da retina não são oxigenadas, induzindo a formação de novos vasos (neovascularização).

Na fase proliferativa, esta neovascularização é caracterizada por novos vasos anômalos e frágeis, estando propensos a romper e causar hemorragia vítrea, podendo causar uma perda da visão.

É uma complicação da Diabetes que não possui sintomas nos primeiros estágios, somente quando já houve uma hemorragia.Portanto o exame oftalmológico, no caso um mapeamento da retina (fundoscopia), deve ser feito regularmente para prevenir estágios avançados.

Com o tratamento e cuidados preventivos, como controlar os níveis glicêmicos, é possivel diminuir em até 95% o risco de cegueira.




Referências:
www.drqueirozneto.com.br/patologias/conteudo/retinopatia_diabetica
www.diabetes.org/diabetes-basics/prevention/pre-diabetes

Cetoacidose


A cetoacidose é uma complicação grave que pode acometer indivíduos portadores, principalmente, de diabetes tipo 1.

A cetoacidose é uma conseqüência da produção de corpos cetônicos, que são: acetoacetato, b-hidroxibutirato e acetona.

Em condições normais, uma pequena quantidade de acetil-coa é transformada em corpos cetônicos, sendo que esse processo ocorre na matriz mitocondrial, pela condensação de três moléculas de acetil-coa.

Os corpos cetônicos são liberados na corrente sanguínea para serem aproveitados como fonte de energia por tecidos extra-hepáticos. A acetona, especificamente, não é metabolizada e portanto, é volatilizada nos pulmões. O cérebro, em condições especiais como o jejum ou diabetes, é capaz de oxidar corpos cetônicos.

A produz desses três compostos é anormalmente elevada quando a degradação de triacilgliceróis não é compatível com a degradação de carboidratos, pois ocorre uma queda na taxa de oxaloacetato (falta piruvato), com concomitante aumento na concentração de acetil-coa(devido a b-oxidação de lipídeos), e isso favorece a produção de corpos cetônicos. Além do mais, quando não há oferta de glicose, como acontece no diabetes tipo 1 devido a falta de insulina, a gliconeogênese é ativada, o que consome ainda mais oxaloacetato.


O b-hidroxibutirato e o acetoacetato são ácidos, e isso pode provocar acidose, ou seja, diminuição do ph sanguineo. Indivíduos com Cetose, apresentam odor de acetona em seu hálito, e o curioso é que isso pode causar um mal entendido: um diabético, devido a situação metabólica mostrada acima, poderia ser confundido com uma pessoa que já “tomou umas”, devido ao odor de acetona.







Referências:
http://www.insudiet.fr/img/methode-insudiet/v-schema-cetose.jpg
Bioquímica Básica, Bayardo B. Torres/ Anita Marzzoco
Princípios de bioquimica, Leningher et al

Seu pedido é uma ordem!!!

Agora danou-se!!! Um me pede post simples, de coisas básicas; o outro me aparece com um diabo de lipotoxicidade, palavra que eu mal consigo pronunciar... e aí?! Como é que eu faço?! O jeito é acatar o pedido dos dois! Até porque eles sabem mais do que eu o que é que eu estou fazendo aqui. Mas como não é possível fazer tudo de uma vez só, vou começar com a simplicidade do nosso monitor (não que o professor não seja simples).

A intenção agora é de comparar o diabetes Mellitus com o diabetes Insipidus, mesmo que eles não tenham tantos pontos em comum. Mas para isso, é preciso primeiro diferenciar os principais tipos de mellitus (tipo 1, tipo 2, gestacional, tipo mody) e de insipidus (nefrogênica e central).

Diabetes Mellitus

  1. Tipo 1: acontece mais comumente em pessoas com idade inferior a 35 anos, mas pode surgir em qualquer etapa da vida. É de causa idiopática (desconhecida) ou por problema auto-imune (geralmente hereditário). Nesta última, as próprias células do sistema de defesa do corpo reconhecem as células beta do pâncreas como agente agressor do organismo e as atacam, assim destruindo-as. Com isso, o corpo passa a ter sua produção de insulina prejudicada e torna-se necessário a aplicação de insulina sintética no paciente para se controlar o nível glicêmico sanguíneo.
  2. Tipo 2: aparece em qualquer idade, mas era incomum em adolescentes. Com o avanço dos fast-foods e do sedentarismo - aliados à obesidade - está ficando não tão raro encontrar jovens portadores de DM tipo 2. Tem a causa fundamental no mal comportamento do indivíduo, apresentando como fatores de risco o histórico familiar, peso inadequado, má alimentação, falta de atividade física, hipertensão. Tudo isso leva ao surgimento da resistência à insulina pelas células (principalmente musculares e adiposas). Inicialmente, há grande produção de insulina para compensar a sensibilidade diminuída, mas depois pode ser que a produção também diminua. Boa alimentação, atividade física constante e medicamentos orais fazem parte do tratamento tradicional. Às vezes é necessário acrescentar a insulina.
  3. Gestacional: ocorre quando há alteração dos níveis glicêmicos pela primeira vez na vida da paciente durante a gestação. Pode acontecer e, ao final da gestação, desaparecer; e pode perdurar para o resto da vida como um diabetes mellitus tipo 2. Geralmente é recomendado apenas reeducação alimentar e monitoramento glicêmico. Medicamentos orais é contra-indicado nesta situação. Gravidez em mulheres acima de 25 anos e bebês muito acima do peso constituem fatores de risco.
  4. Tipo Mody: é o tipo de diabetes desenvolvido a partir da existência de mutações no gene MODY. Existem diabéticos tipo 1 e tipo 2 que apresentam esta mutação. Ela é autossômica dominante, de maneira que, quem a possui tem 95% de chances de apresentar a doença.
Diabetes Insipidus

  1. Nefrogênica: os rins não respondem ao hormônio antidiurético (ADH), que é secretado pela hipófise e estimula os rins a concentrar a urina e conservar água. Assim, o volume excretado de urina é muito grande e ela está sempre diluída. Pode ser hereditário e medicamentos que agridem os rins também podem causar a doença.
  2. Central: disfunção da porção posterior da glândula pituitária, geralmente no hipotálamo. Dessa maneira, o problema é na secreção de ADH pela hipófise. Cirurgias nessa área podem causar tal problema.
Agora sim podemos diferenciar as duas:
Mellitus - existe uma diurese osmótica pela alta concentração de glicose no sangue; tratamento com insulina ou medicamentos orais, atividade física, boa alimentação ou cirurgias (transplantes); causas distintas, como citado anteriormente;
Insipidus - existe uma diurese devido a deficiência de produção ou da ação do ADH; tratamento (depende da causa) pode ser realizado com a ingestão de muita água e medicamentos; causas distintas, como citado anteriormente.

Enfim, o que há de semelhante é que é de se espantar: apenas a poliúria! Por isso o nome diabetes (que significa sifão).

E agora, monitor?! Minha curta e básica sabedoria te satisfez?!...

...calma professor, a sua vez chegará!



Referências:
http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=235673
http://www.medicinageriatrica.com.br/2008/01/19/saude-geriatria/1069/
http://www.diabetes.org.br/
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizO8Oj6pjOWLjKeT4sePS5OESmOfPcIPchP0O4O7SVXHITZLBTD5QCg7NLfeqSQLKsu8eehHrEXb_lUq6TxBxiW0TLRyF5LBCXz6bDaYd9nMjNWKHVFn5vAmH79AZ086ZVBNjg3eWB2fZD/s320/Diabetes+Mellitus.jpg
http://spe.fotolog.com/photo/46/14/66/calistenia/1236364984461_f.jpg

Formiga no Lixo?

Nem sempre um problema de saúde é descoberto pelos métodos convencionais, às vezes, certos acontecimentos são, no mínimo, exóticos.

Um caso curioso: A personagem “x”, nunca aparentou problemas de saúde, era jovem, com peso adequado à altura e à idade. Mas algo em especial chamou sua atenção: no lixo de sua casa apareceram algumas formigas.

Sim, formigas!!! Isso aparentemente não é algo estranho, afinal, quem nunca viu uma formiga em casa, ao esquecer um doce aberto, ou mesmo um papel sujo de doce que pudesse atrair esse bichinho devorador de açúcar?!

Bom, mas o diferente nesse caso, é que as formigas estavam na lixeira do banheiro. Considerando que nesse lixo não se colocam doces e outras coisas do tipo, e sim papel higiênico utilizado após urinar (ou após outras coisas), essa situação se mostra realmente inusitada.

Um pensamento que surge para a personagem “x”: algo está errado. E como conseqüência de algo errado, o ideal é procurar um médico. Tempos depois, o diagnóstico: diabetes. Não é exatamente uma notícia agradável, mas é preferível do que as conseqüências que uma doença pode trazer, caso não seja diagnosticada de forma precoce.

O cerne da questão foi a presença de glicose na urina, a glicosúria. Sendo que esse fato também pode ser sintoma de outros distúrbios, que não apenas o diabetes. Quem diria que uma formiga poderia ser a suspeita de uma doença? Pois bem, agora pode!



Referência:
http://www.noticiashospitalares.com.br/mar2003/image/formiga.jpg

Diabetes pode trazer Alzheimer!Será?!


Estudos concluíram que pessoas que desenvolveram Diabetes antes dos 65 anos aumentam em 125% a chance de desenvolver Alzheimer, mesmo que não possuam predisposição genética!

Pesquisadores explicam: a Diabetes pode ter como uma de suas complicações crônicas as lesões dos vasos que, se ocorrendo a nível de vasos arteriais (macroangiopatia diabética), podem atingir o cérebro. Logo, diabéticos que tiveram vasos cerebrais danificados podem vir a ter problemas de memória e Alzheimer.

Sendo assim, realmente o tratamento e a prevenção de Diabetes deveriam ser levados a sério!


Referências:
www.tuasaude.com/diabetes-pode-antever-alzheimer
diabetes-eslav.blogspot.com
www.fitmail.com.br

E o feto com isso?! - Diabetes Gestacional


O diabetes gestacional é aquele cuja taxa anormal de glicemia corporal é medida pela primeira vez durante a gravidez, não importa se continuará ou não após o nascimento. Mas por quê?!

Durante o segundo trimestre da gravidez, o bebê tem um crescimento muito rápido. Isso tem um custo: Glicose. Para ele roubar essa glicose da mamãe, a placenta, nesse período, libera hormônios que aumentam a resistência periférica à insulina no corpo da mãe. Moral da história: as células respondem menos à insulina, a glicose não entra nas células e fica circulante no sangue materno: hiperglicemia.

Essa hiperglicemia é normal e fundamental para o bom desenvolvimento da gravidez, ela garante melhor difusão de glicose pela placenta: fornece energia para o feto.

O drama é quando ocorre um desbalanço insulinêmico e, conseqüentemente glicêmico: a resistência se torna exacerbada, a hiperglicemia se torna DUPER-PLUS-MASTERglicemia e aí vêm todos aqueles probleminhas que a gente sabe muito bem quais são. Acontece que esses "probleminhas" vêm em dobro: mãe e filho são afetados. O bebê pode crescer e ganhar peso muito rapidamente, podendo em casos extremos ter de ser retirado prematuramente.

Tem que fazer o pré-natal!!! Quando a mãe é acompanhada desde o início da gravidez, há dois exames que são feitos para se diagnosticar diabetes gestacional. O primeiro é feito pela medição glicêmica simples ainda no primeiro trimestre e o segundo, durante o segundo trimestre, mas por sobrecarga calórica: a mãe ingere um caldo supercalórico, com muuuuito açúcar, aí a sua glicemia é medida repetidas vezes e com os valores se faz um gráfico. O gráfico é comparado com aquele de Curva Glicêmica que está lá no outro post, respeitando-se a hiperglicemia esperada para o segundo trimestre.

Havendo discrepâncias, há um monte de medidas que devem ser tomadas. Diabetes Gestacional é um tipo de diabetes e como tal, todas aquelas medidas de que já falamos - tem um post aí só sobre Diabetes e Exercício e o tanto que se mexer faz bem pros diabéticos - devem ser tomadas. Isso pra evitar tratamento com Insulina e maiores complicações pra mamãe e pro bebê!

Fonte: http://www.diabetes.org/
http://www.portaldiabetes.com.br/images/artigos/diabetes_gestacional_maior2.gif

Síndrome Metabólica

A síndrome metabólica (SM), também conhecida como síndrome X, é caracterizada por diversos fatores de risco cardiovasculares, obesidade e resistência insulínica, cuja prevalência chega a 43% nos indivíduos portadores de SM.

É um transtorno que foi primeiramente descrito há mais de oitenta anos. Nas últimas décadas, entretanto, sua incidência vem aumentando substancialmente, devido à mudança nos hábitos de vida da população em geral. Dietas não balanceadas, com grandes quantidades de carboidratos simples, gorduras saturadas e trans, poucas fibras etc., e o crescente sedentarismo do mundo moderno afetam diretamente o aparecimento dessa síndrome, pois sabe-se que o fator ambiental contribui com 70% das chances se seu surgimento.

Muitos critérios são utilizados para se detectar os portadores desse transtorno. Em 2004, houve O Consenso da Síndrome Metabólica, que determinou a presença de três ou mais dos seguintes critérios para uma pessoa ser portadora da SM: obesidade abdominal, que significa circunferência abdominal maior que 102cm nos homens e maior que 88cm nas mulheres; hipertensão arterial sistêmica; microalbuminúria; diminuição da taxa de HDL para menor que 40 mg/dl em homens e menor que 50 mg/dl em mulheres; hipertrigliceridemia; hiperglicemia; resistência insulínica.

Em 2005, a International Diabetes Federation propôs uma nova forma de detectar a SM. Se uma pessoa possui obesidade abdominal juntamente com dois ou mais dos critérios acima citados, é portadora da síndrome.

A relação entre Síndrome Metabólica e diabetes é mais estreita do que gostaríamos, pois estima-se que cerca de 80% dos portadores de Diabetes Mellitus, especialmente do tipo 2, desenvolve essa síndrome. Dessa forma, com a mudança no estilo de vida pode-se prevenir o surgimento de sérios problemas à saúde, inclusive o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, principais causas mundiais de mortalidade!!





Referências:
www.diabetes.org.br
eee.idf.org
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302007000900013&lang=pt
www.msd-brazil.com